Ciência

CAMPINAS: ‘Sirius é a meca da ciência brasileira’

Por: Marcelo Andriotti

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTI), Gilberto Kassab, visitou as obras do Sirius, o novo acelerador de partículas do CNPEM (Centro Nacional de Pesquisas em Energia e Materiais), que na opinião dele se tornará em breve a Meca da ciência nacional. O ministro voltou a confirmar que as operações do Sirius começam entre julho e agosto, dentro do previsto no cronograma das obras.

O presidente Temer também tinha presença prevista, mas foi submetido a uma cirurgia nesta semana e ficou em repouso por recomendação médica.

“Saio muito feliz dessa visita e volto a reiterar que não faltarão recursos para terminar dentro do previsto essa obra que é o mais importante projeto da ciência nacional atualmente. Nós teremos aqui no Sirius a Meca da ciência brasileira”, afirmou.

Kassab já esteve no CNPEM em julho, participando das festividade pelos 30 anos do início de implantação do projeto do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron. Na época, ele fez um apelo aos pesquisadores para que pressionem o governo para garantir a manutenção das verbas para a ciência no País.

As verbas para o término da construção do Sirius estão sendo liberadas, mas há uma grande preocupação com os cortes de 42% anunciadas na metade do ano nos recursos do MCTIC. Essa redução drásticas pode afetar o funcionamento dos laboratórios do CNPEM e de outros centros de pesquisa que dependem de verbas federais. Neste ano já houve cortes 40 profissionais no Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), que integra o CNPEM, por conta da redução de investimentos.

“Aqui no Sirius teremos a associação de modernas tecnologia com os principais cientistas e profissionais da ciência e inovação brasileira, não só com suas presenças, mas convidando também cientistas de outras partes do mundo que poderão desenvolver aqui suas pesquisas. Com isso, o Brasil irá contribuir não só com a ciência do País, mas com o mundo todo”, disse.

Orçada em R$ 1,8 bilhão, o Sirius deve iniciar suas operações no segundo semestre de 2018 e as obras da primeira fase terminam em 2020. Ele será um dos dois únicos laboratórios de luz síncrotron de 4ª geração em operação e um dos mais modernos do mundo, podendo contribuir para a descoberta mais rápida e precisa de remédios para combater o câncer e doenças tropicais, como zika e chikungunya, além de inovações que podem revolucionar a exploração de gás e petróleo, desenvolvimento de biocombustíveis, energia alternativa e aumento da produção agrícola, entre outras áreas.

Imagem: Obras no Sirius, que deve ser inaugurado em junho de 2018 (Foto: Divulgação/CNPEM).

Mais em: Correio Popular

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