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Meio Ambiente - Lixo
SAIBA QUANTO TEMPO SEU LIXO DEMORA PARA SE DECOMPOR  

Chiclete, bituca de cigarro, papel, latinhas de refrigerante, cascas de frutas, pilhas, garrafas de plástico, bateria de celular, palito de fósforo ou vidro. Imagine quantas pessoas por dia jogam um ou mais desses detritos? Se não existisse a decomposição, a Terra estaria soterrada em uma camada mal cheirosa de dejetos e nós seríamos intoxicados pelos gazes produzidos por este material descartado. Isso só não acontece devido ao trabalho realizado pelas bactérias, fungos, leveduras e micróbios que se alimentam da matéria orgânica do lixo e devolvem-na ao meio ambiente em forma de composto simples.

Todavia, os processos de decomposição não são rápidos, pelo contrário, eles podem demorar meses, anos, décadas e até mesmo séculos. A duração dessa transformação de detrito em gás depende de alguns fatores, como, por exemplo, o calor e a umidade do solo ativam e estimulam as atividades desses microorganismos aeróbios, fazendo assim com que a decomposição ocorra mais rapidamente. Já o terreno ácido e o ambiente aquático dificultam a capacidade de desenvolvimento dos microorganismos, impossibilitando a realização da decomposição. “O tempo de decomposição depende do tipo de lixo. Por exemplo, o papel leva três meses para sumir e ainda mais do que isso em local seco e no caso dos jornais, podem permanecer intactos por décadas. O fósforo nã o se destrói em ambiente úmido até que se passem cerca de seis meses. Um pedaço de fruta, que se decompõe em cerca de 6 meses em clima quente, pode conservar-se por um ano num lugar mais ameno. Um cigarro pode demorar de 1 a 2 anos para se decompor. Já o processo de degradação do chiclete pode durar até 5 anos. Ainda estima-se que uma garrafa de plástico demoraria centenas de anos para desaparecer, o alumínio de 200 a 500 anos e um recipiente de vidro fica cerca de 4 mil anos para se desintegrar pela erosão e ação de agentes químicos”, afirma Marcelo Roland Zovico, professor de Gestão Ambiental do MBA da Unibero Educacional, membro da ONG Preservação de Limeira/SP (presidente nas gestões 06/07) e um dos diretores da Revista Inove Ambiental, da Inove Publisher.

Esses microorganismos quebram o maior número de ligações que compõem o dejeto a fim de absorver o máximo de energia possível, por isso que acabam sobrando compostos bem simples. Porém, esse processo não acontece sempre. Há dois tipos de degradação: a aeróbica e a anaeróbica. A primeira é muito eficiente, se dá através da utilização do oxigênio e libera nitrogênio e enxofre. Já a segunda não é tanto, acontece sem o oxigênio e produz gás metano e sulfídrico.

De acordo com dados do Plano Nacional de Limpeza Urbana (Planurb), do Ministério da Ação Social, estima-se que o Brasil produz mais de 80 mil toneladas de lixo por dia, das quais só a metade é coletada. Dessa coleta, 34% dos dejetos vão para lixões a céu aberto e 63% termina em beiras de rios e áreas alagáveis. Esse material despejado no ambiente aquático é responsável por 65% das internações hospitalares por doenças transmissíveis pela água. Cada cidade tem seu sistema de reciclagem, que diminui os resíduos e economiza recursos, pois o que é recuperado do lixo volta à fábrica como matéria-prima para ser reutilizado. "É uma pena que a porcentagem que vai para a reciclagem ainda é muito pequena em relação às toneladas de dejetos despejados", finaliza Zovico. 

Serviço: www.inoveambiental.com.br

Fonte: Rojas Comunicação
www.rojascomunicacao.com.br
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