Saúde

Mitos e Verdades sobre Esôfago de Barrett

Doença que atinge cerca de 150 mil brasileiros ao ano pode ser confundida com câncer, o diagnóstico precoce previne a evolução da doença.

O Esôfago de Barrett é uma lesão na parede do esôfago, tubo que liga a boca ao estômago. É uma doença crônica, que pode durar anos ou até mesmo uma vida inteira.
Geralmente, costuma aparecer em adultos entre 40 e 60 anos de idade, e as queixas regularmente são as mesmas, azia frequente e dores no peito. Porém, em alguns casos o Esôfago de Barrett não apresenta sintomas, portanto o check-up preventivo anual é muito importante, principalmente se o paciente apresenta histórico de refluxo gastroesofágico, encontrado em cerca de 10% dos pacientes que procuram tratamento por conta deste incômodo.
A patologia possui relevância clínica por ser considerada uma lesão pré-maligna, que pode evoluir para displasia (crescimento de células pré-cancerosas) e câncer de esôfago do tipo adenocarcinoma. Porém, ao contrário do que muitas pessoas acreditam, se diagnosticado no tempo certo, este mal pode ter cura.
O doutor Eduardo Grecco, cirurgião endoscopista esclarece os principais mitos e verdades sobre o Esôfago de Barrett.

  • O Esôgago de Barret é uma doença originária de um refluxo gastroesofágico

VERDADE.
Em geral, o Esôfago de Barrett resulta da exposição recorrente ao ácido estomacal. Costuma ser diagnosticado em pessoas que sofrem do refluxo gastroesofágico por muito tempo.

  • Todo diagnóstico de Esôfago de Barret evolui para câncer

MITO.
O Esôfago de Barrett é o principal fator de risco para o adenocarcinoma de esôfago, uma forma de câncer de esôfago. Apesar do  Barrett aumentar as chances em 50 vezes de desenvolver câncer, com o diagnóstico certo e o tratamento adequado, este número pode cair.

  • O único tratamento para o Esôfago de Barrett é a cirurgia

MITO.
As opções de tratamento da doença para o esôfago de Barrett variam de acordo com a progressão do crescimento de células pré-cancerosas (displasia) no esôfago.  Se o paciente está nos estágios iniciais de Barrett e não tem fatores de risco significativos para a progressão, o médico pode recomendar consultas periódicas para monitorar a doença. Nestas consultas, uma endoscopia e coleta de amostras (biópsias) do tecido afetado serão fundamentais para acompanhar o desenvolvimento do quadro patológico. A frequência da vigilância pode variar dependendo da gravidade do esôfago de Barrett e dos fatores de risco.

  • O tratamento por radiofrequência endoscópica reduz o risco de progressão para câncer

VERDADE.
A ablação por radiofrequência realizada por Endoscopia é um tratamento proativo para pacientes diagnosticados com esôfago de Barrett que estão sob vigilância. O tratamento pode erradicar o Esôfago de Barrett e reduzir o risco relativo de progressão da doença de displasia de baixo grau para displasia de alto grau ou câncer em até 94%.

  • O procedimento para remoção das lesões não necessita internação

VERDADE.
O procedimento de radiofrequência é realizado com a utilização de um tipo especial de cateter por via Endoscópica. Sem necessidade de intervenção cirúrgica. O paciente realiza o procedimento e é liberado no mesmo dia.

Sobre Dr. Eduardo Grecco:
Graduado em Medicina pela FMABC EM 1999.  Com residência médica em Cirurgia do Aparelho Digestivo pela Real e Benemérita Sociedade Portuguesa de Beneficência de SP em 200/2001. Especialista em Endoscopia Digestiva Alta pelo Hospital Clínicas da FMUSP. 2002/2004. Professor Afiliado da Disciplina de Cirurgia Geral e do Aparelho Digestivo e Coordenador do Serviço e da Residência Médica de Endoscopia da Faculdade de Medicina do ABC-São Paulo-Brasil . É membro titular da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva-SOBED, membro associado da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, da Associaton for Bariatric Endoscopy- ABE, da American Society for Gastrointestinal Endoscopy – ASGE, da International Federation for the Surgery of Obesity and Metabolic Disorders – IF SO. Consultor da Apollo Endosurgery e Endoscopista Bariátrico do Instituto EndoVitta.

Imagem: Divulgação

Mais em: Instituto EndoVitta e Rojas Comunicação

 

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