Itatiba

Itatiba foi fundada pelos idos de 1786, época em que 12 famílias pioneiras se estabeleceram às margens do Rio Atibaia e deram início a um núcleo rural que recebeu o primitivo nome de Bairro do Atibaia.

Nos anos seguintes, o bairro foi progredindo. Em 1792, por exemplo, o núcleo já abrigava 42 famílias. Por essa época, Itatiba recebeu um de seus mais célebres moradores: o sargento Antonio Rodrigues da Silva, também conhecido como Sargentão, que trouxe consigo a primitiva imagem de Nossa Senhora do Belém. Instalado em seu sítio, Antonio Rodrigues construiu uma pequena capela que, a partir de então, passou a ser o centro religioso e social da antiga comunidade.

Tendo em vista terras tão promissoras, formou-se uma forte corrente migratória com povos vindos de Bragança, Atibaia e Jundiaí. Como conseqüência, a população aumentou sobremaneira.

Em 1830 a comunidade foi elevada para a categoria de Freguesia com o nome de Belém de Jundiaí, e em 1857 adquiriu autonomia política com a sua elevação para a condição de Vila. Em 1877 sua denominação foi alterada para Itatiba, que significa “muita pedra” na língua Tupi.

A primeira grande riqueza da cidade foi o café. Na segunda metade do século XIX, Itatiba, que fazia parte da área pioneira do plantio em direção ao Oeste Paulista, alcançava uma grande produção. Tal fato proporcionou um enorme desenvolvimento econômico para a cidade que, devido a sua grande produção, possuía inclusive uma ferrovia, a “Estrada de Ferro Carril Itatibense”.

Após sucessivas crises, dentre elas a de 1929, a produção decaiu e Itatiba passou a adotar um perfil industrial. As primeiras grandes indústrias que se instalaram no município pertenciam ao ramo têxtil, de fósforos e de calçados. A partir da década de 1960, a cidade conheceu um novo surto de desenvolvimento: data dessa época a instalação das primeiras indústrias vinculadas ao ramo moveleiro, que tinham como característica principal a produção de móveis em estilo colonial. Por essa especialidade, Itatiba passou a ser conhecida como a “Capital Brasileira do Móvel Colonial”.

Atualmente, a indústria se diversificou e, com a instalação de um moderno Distrito Industrial, a cidade segue esse caminho não se esquecendo, no entanto, da agricultura que ainda hoje é bastante importante, destacando-se na produção de vagem e de caqui, uma de suas marcas na atualidade. Itatiba é uma cidade com um grande potencial turístico, onde se desenvolvem várias atividades ligadas ao Turismo Rural, Histórico-Cultural e de Eventos. Como a cidade foi construída incrustada em colinas, com uma beleza natural notadamente reconhecida, recebeu o codinome de “Princesa da Colina”.

Fonte: Professor Luis Soares de Camargo – Itatiba

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