Turismo

CHILE: Santiago de metrô

Drible o trânsito pesado e a antipatia dos taxistas com um roteiro de três dias sobre trilhos. Com seis linhas e 94 km de extensão, o transporte subterrâneo é a melhor forma de conhecer a capital

Por: Ana Carolina Sacoman/ De Santiago, O Estado de S. Paulo

Trânsito ruim, poluição assustadora, taxistas não muito amigáveis com turistas. Se você alguma vez já pesquisou sobre Santiago, esses são sempre os grandes problemas apontados por quem conhece a cidade. E, sim, são verdadeiros – mas perfeitamente contornáveis.

Imagem: Soldados em frente ao Palácio de La Moneda, sede da Presidência da República do Chile Foto: Ivan Alvarado.

A boa notícia: quase todos os lugares que interessam na capital do Chile são alcançáveis de metrô, ou seja, você se livra de trânsito, poluição e taxista numa tacada só e ainda economiza. Só terá de enfrentar a lotação nos horários de pico – nada que quem já passou pela Praça da Sé às seis da tarde não tenha vivido uma vez na vida.

Três dias inteiros já são suficientes para explorar a cidade e alguma coisa fora dela; quatro ou cinco são o tempo ideal se você quiser ir até Valle Nevado (no inverno) ou Valparaíso e Viña del Mar (no verão), por exemplo. Pense em alongar um pouco mais a viagem se a ideia for “casar” com uma passada pelo Deserto do Atacama, o que eu fortemente recomendo.

Imagem: Passageiros esperam pelo metrô na estação de Santiago, no Chile Foto: Ivan Alvarado/Reuters.

O roteiro a seguir dura três dias e pode ser feito inteiro de metrô e a pé – só no terceiro dia será preciso lançar mão também de ônibus, para chegar às vinícolas na região metropolitana. Claro, você também pode usar os transportes por aplicativo, mas, assim como foi aqui por um período, eles funcionam sem regulamentação lá.

Se animou? Hora de comprar a sua “tarjeta Bip” (o bilhete único deles; tarjetabip.cl/) e se espremer por aí. Ah, no metro.cl/tu-viaje/plano-de-red você tem o mapa completo da rede.

Preste atenção

Duas cores

Antes de se aventurar pelo metrô de Santiago preste atenção a um detalhe que faz toda a diferença: tanto os trens quanto as estações estão divididos em verdes e vermelhos. Isso quer dizer que os trens vermelhos (identificados por uma luz acima das portas) não param nas estações verdes, e vice-versa. O legal, mas que ajuda a confundir mais, é que existem trens das duas cores que param em todas as estações – e estações de duas cores que recebem todos os trens. Preste atenção especialmente se usar o metrô para ir às vinícolas.

Rush mais caro

O valor da passagem cobrado na tarjeta Bip muda ao longo do dia: vai de 610 pesos (horas vazias) a 740 pesos (no rush). Ela vale no ônibus também.

Leia também: Todas as dicas do Viagem para o Chile

Imagens: Divulgação

Mais em: Estadão Viagem

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