Campinas

Campinas era, inicialmente, um pouso de bandeirantes, que, em busca de ouro e pedras preciosas, empreendiam viagens pelos sertões do território (Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso) e procuravam, em especial, as minas de Guaiases, descobertas em 1682 por Anhanguera. A trilha dos sertanistas foi se configurando como estrada entre Jundiaí e Mogi-Guaçu, com vários pousos e sesmarias, concedidos a lavradores e suas famílias, atraídos pela excelente qualidade das terras.

Os jundiaienses que exploravam a região situada entre Rocinha (atual Vinhedo) e o Rio Atibaia deram-lhe o nome de bairro de Mato Grosso, em razão de uma floresta secular que se estendia até os campos de Moji Mirim, primitivamente Mogi dos Campos – cuja área facilitou a formação do povoado anterior a Campinas.

Os campinhos de Mato Grosso passaram a se chamar bairro de Mato Grosso e, mais tarde, Campinas de Mato Grosso. Há registros de que perto desse local, no lugar conhecido pela designação de Campinas Velhas, à beira da estrada e do ribeirão, existia um pouso para tropeiros.

Baseada no censo dos municípios paulistas de 1765, solicitado por Luiz Antônio de Souza Botelho Mourão e enviado a Lisboa, a Corte ordenou que se fundassem novas povoações. Um dos povoadores da região, Francisco Barreto Leme, precisou, então, fundar nas paragens de Campinas de Mato Grosso, distrito de Jundiaí, uma povoação da qual seria, também, administrador e diretor.

Apenas dois anos depois, em 1767, o bairro de Mato Grosso possuía cerca de 500 habitantes e a população continuava aumentando de modo constante, o que reforçava a necessidade de se formar um povoado com uma paróquia própria, já que estava relativamente distante da Vila de Jundiaí.

Em 27 de maio de 1774, os habitantes conseguiram, por meio de uma portaria do capitão general D. Luís Antônio de Souza Botelho Mourão, elevar o arraial à categoria de freguesia da Vila de Jundiaí, com o nome de Nossa Senhora da Conceição de Campinas. Construída onde hoje está a estátua de Carlos Gomes, a capela serviu de matriz, sede de paróquia, de 1772 a 1781.

Em 1797, por uma portaria de 4 de novembro e uma ordem régia de 16 do mesmo mês, a freguesia passou a vila com o nome de São Carlos. A povoação cresceu lentamente durante os primeiros anos do século XIX, até que o cultivo da cana-de-açúcar assumisse a condição de base da riqueza local. Em 5 de fevereiro de 1842, sua denominação foi alterada para Campinas e, pouco tempo depois, a lavoura cafeeira assumiu o predomínio de seu desenvolvimento. No início do século XX, Campinas, que era um importante entroncamento ferroviário, já despontava como centro industrial.

Gestão Cultural e Patrimônio

O órgão responsável pela gestão cultural no município é a Secretaria de Cultura. Campinas possui lei de incentivo à cultura que prevê o financiamento de todo ou parte do projeto por meio do Fundo Municipal de Cultura. O município conta com Conselho Municipal de Cultura, de caráter consultivo, deliberativo e fiscalizador, e com Fundo Municipal de Cultura, administrado por um colegiado diretor, com a participação da sociedade civil.

Campinas dispõe de legislação de proteção ao patrimônio cultural e órgão com jurisdição sobre a proteção desses bens: o Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas – CONDEPACC. O município possui 94 bens tombados por este órgão, dos quais 12 também são protegidos pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico – CONDEPHAAT. O Solar do Barão de Itatiba (Palácio dos Azulejos), além de tombado por estes dois Conselhos, também é protegido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN.

Fonte: www.portalculturarmc.agemcamp.sp.gov.br

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