Americana

As origens do município de Americana ligam-se à fazenda Machadinho, remanescente da antiga sesmaria concedida a Domingos da Costa Machado, no final do século XVIII. A fazenda, posteriormente, foi loteada e vendida para colonos italianos, americanos e brasileiros. Os costumes e hábitos, mas sobretudo as técnicas agrícolas trazidas pelos colonos americanos, imprimiram ao lugar um aspecto de comunidade rural americana.

O povoado se consolidou com a instalação da Companhia Paulista de Vias Férreas e Fluviais, cuja estação foi inaugurada por D. Pedro II e D. Teresa Cristina em agosto de 1875, considerada a data oficial de fundação da cidade. Neste mesmo ano, instalou-se a primeira fábrica de tecidos de algodão, que seria ampliada em 1902, ganhando renome internacional a partir da construção de uma vila industrial e da usina hidrelétrica Salto Grande, no leito do Rio Atibaia.

Em 1900, foi criada a paróquia de Santo Antônio de Vila Americana que, em 1904, foi elevada a distrito do município de Campinas, assumindo o nome de Vila Americana. Sua emancipação político-administrativa ocorreu em 12 de novembro de 1924, recebendo sua atual denominação em 30 de novembro de 1932. A economia do município baseava-se, inicialmente, nas produções de algodão e melancia, mas, com o passar do tempo, Americana tornou-se um grande centro têxtil.

Gestão Cultural e Patrimônio

O órgão responsável pela gestão cultural no município é a Secretaria de Cultura e Turismo. Americana possui lei de incentivo à cultura que prevê o recebimento, por parte do patrocinador, de desconto no pagamento do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) e/ou o financiamento de todo ou parte do projeto por meio do Fundo Municipal de Cultura. O município conta com Conselho Municipal de Cultura, de caráter consultivo, deliberativo, normativo, fiscalizador e executivo, e com Fundo Municipal de Cultura, administrado por um colegiado diretor, com a participação da sociedade civil.

Americana dispõe de legislação de proteção ao patrimônio cultural e órgão com jurisdição sobre a proteção desses bens, o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico de Americana – CONDEPHAM. Três bens são tombados por este órgão: a sede da Fazenda Salto Grande, do início do século XIX; a antiga estação ferroviária, inaugurada em 1875, data oficial de fundação da cidade; e a Capela Nossa Senhora Aparecida. Destes bens, a sede da Fazenda Salto Grande também é tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico – CONDEPHAAT.

Fonte: www.portalculturarmc.agemcamp.sp.gov.br

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